Ana Flavia
Passarinho


Conheça meu trabalho
Formação Acadêmica
Formação
Mestrado em Psicologia Clínica e de Aconselhamento na Universidade Autónoma de Lisboa, Portugal (2024) Especialização em Intervenção em Crise, Emergência e Catástrofe - INSPSIC, Portugal (2023) Especialização em Semiótica Psicanalítica e Clínica da Cultura Pontifícia Universidade Católica (2017) Pós-graduação: Sujeitos da Psicanálise - Pontifícia Universidade Católica (2015) Graduação em Psicologia na Universidade Paulista (2013)
Formação em andamento
Doutorado em Psicologia na Universidade de Buenos Aires, Argentina Especialização em Psicologia Clínica na Universidad Nacional de Córdoba, Argentina
Abordagem
Psicologia integrativa com enfoque psicanalítico.
Pesquisas em Psicologia
Contato para parcerias em pesquisa:
Publicações acadêmicas
Passarinho, A. F. (2025). Descendentes do apartheid: Uma revisão sistemática sobre o trauma transgeracional. Diaphora, 14(1), e25102. https://doi.org/10.29327/2238-9709.2025.v14i1.573 Armesto, F., Passarinho, A. F., Torres, J. C., & Furtado, C. (2025). Hacia un cambio de paradigma en Psicología y otras Ciencias Humanas. Clío. Revista De Historia, Ciencias Humanas Y Pensamiento Crítico. , (11), 3115-3146. https://doi.org/10.5281/zenodo.18030003 França, E. G., & Passarinho, A. F. (2025). A importância da intervenção do psicólogo com familiares de pacientes em cuidados paliativos de câncer. Aurum Revista Multidisciplinar, 1, 1–24. https://doi.org/10.63330/armv1n8-001 Passarinho, A. F. (2024). A incivilidade como variável mediadora entre o empowerment estrutural e o burnout no contexto de teletrabalho (Dissertação de mestrado). Oliveira, A. F. P. (2017). A migração da sexualidade para a metrópole (Monografia de especialização).
Linhas de pesquisa
- Trauma transgeracional - Psicanálise - Migração - Racialidade - Sexualidade - Epistemologia
Pesquisas em andamento
- Trauma transgeracional na migração. - HIV e saúde mental. - Epistemologia. - Trauma em ex-membros da Seita 2x2.

Conheça meu percurso.
Atualmente, meu percurso profissional e acadêmico se desdobra entre a clínica e a pesquisa, sustentado por uma escuta atravessada por diferentes contextos culturais, sociais e subjetivos. Ao longo dos últimos anos, tenho consolidado uma prática clínica marcada pela interculturalidade, pelo atendimento a populações vulneráveis e pela articulação constante entre teoria e experiência. Em agosto de 2023, dei continuidade ao meu projeto acadêmico ao iniciar o Doutorado em Psicologia na Universidade de Buenos Aires (UBA). Esse passo representou não apenas um avanço formal na trajetória acadêmica, mas também a reafirmação de um compromisso com a pesquisa, com a produção de conhecimento e com uma psicologia sensível aos atravessamentos culturais, políticos e subjetivos que constituem o sofrimento psíquico contemporâneo. Ainda nesse período, passei a integrar o Projeto Ponte, iniciativa que atende migrantes e refugiados em todo o território brasileiro. Como parte da equipe responsável pelo atendimento psicanalítico dessa população, tenho podido aprofundar minha escuta junto a sujeitos marcados por deslocamentos forçados, rupturas simbólicas e processos complexos de reconstrução identitária. Com o intuito de qualificar minha atuação junto a populações em situação de vulnerabilidade, realizei uma especialização em Intervenção em Crise, Emergência e Catástrofe, pelo Instituto Português de Psicologia e Outras Ciências (INSPSIC), em Portugal. Essa formação ampliou minha compreensão acerca do cuidado psicológico em contextos de sofrimento extremo, urgência e eventos críticos, integrando-se de forma orgânica à minha trajetória clínica. Esse aprofundamento ocorreu paralelamente à minha atuação como psicóloga bilíngue em uma empresa espanhola, convite que surgiu no mesmo período em que iniciei o Mestrado em Psicologia Clínica e de Aconselhamento na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL). A partir desse trabalho, passei a atender, até os dias atuais, pacientes de diversas partes do mundo, como Estados Unidos, Vietnã, Argentina, Líbano, Espanha, Portugal, Emirados Árabes, França, Taiwan, Japão, Índia e Tailândia. Essa experiência internacional consolidou uma clínica atravessada pela interculturalidade e pelas especificidades do sofrimento psíquico em contextos socioculturais diversos. O mestrado em Lisboa configurou-se como mais um divisor de águas. Durante essa formação, fui apresentada à Psicologia Integrativa, abordagem que vem se fortalecendo na Europa e que propõe uma prática clínica menos rígida do ponto de vista teórico, permitindo a articulação de diferentes referenciais conforme as necessidades do paciente. Esse encontro ampliou meu repertório clínico e reafirmou a importância de uma escuta ética, plural e situada. Antes disso, em meados de 2018, realizei um sonho antigo ao passar seis meses no continente africano, viajando entre África do Sul, Namíbia, Zâmbia, Zimbábue, Moçambique, Botsuana e Malawi. Nesse período, atuei como voluntária em projetos sociais ligados à psicologia e mantive, simultaneamente, meus atendimentos clínicos de forma online. Essa experiência foi profundamente transformadora, permitindo que teoria, clínica e vivência cultural se encontrassem de maneira concreta. Esse movimento em direção ao mundo já vinha se desenhando quando comecei a atender brasileiros que residiam fora do país, especialmente mulheres vivendo no Oriente Médio, cujas demandas clínicas estavam intensamente atravessadas por conflitos culturais, questões identitárias e impactos psíquicos decorrentes do deslocamento. A partir dessa demanda, intensifiquei meus estudos sobre as culturas locais e ampliei minhas viagens, buscando vivenciar, na prática, aquilo que estudava teoricamente. Foi nesse contexto que finalizei, no início de 2017, a especialização em Semiótica Psicanalítica e Clínica da Cultura, realizada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Considero esse período como um verdadeiro “encontro de alma”. A articulação entre psicanálise e semiótica abriu um novo universo intelectual, possibilitando compreender como cultura, sociedade, signos e símbolos atravessam a constituição subjetiva. Minha monografia final investigou a migração da sexualidade para as metrópoles, tema que condensava meus interesses pela clínica, pela cultura e pelos modos contemporâneos de subjetivação. Antes dessa especialização, após concluir minha primeira pós-graduação, comecei a me interessar de maneira mais sistemática pelo cinema e pelas produções culturais de diferentes partes do mundo, como Hollywood, Bollywood e Nollywood. Aos poucos, fui compreendendo que meu interesse não se limitava à estética cinematográfica, mas às questões culturais — muitas vezes estigmatizadas — que emergem nessas produções e que dizem respeito diretamente à constituição do sujeito. Logo após a graduação, sentindo a necessidade de aprofundamento teórico, iniciei a pós-graduação em Sujeitos da Psicanálise, na PUC-SP, formação que me proporcionou um mergulho consistente nos principais teóricos da psicanálise e sustentou minhas primeiras escolhas clínicas. Formei-me em Psicologia no ano de 2013 e, pouco tempo depois, me afiliei ao Conselho Federal de Psicologia (CFP), dando início à minha prática clínica. Nos primeiros anos, atendi por convênios de saúde e também atuei na área de Recursos Humanos, experiências que ampliaram minha compreensão sobre o sofrimento psíquico nos contextos institucionais e organizacionais. Ainda durante a graduação, meu percurso já se delineava de forma bastante clara em direção à clínica. As confirmações vieram com o início dos estágios nos últimos anos do curso, quando minhas escolhas se voltaram tanto para a clínica clássica quanto para a atuação em contextos de emergência. Atuei em unidades pré-hospitalares, na clínica escola da faculdade e no Hospital Psiquiátrico Jardim das Acácias, em Sorocaba (SP), acompanhando pacientes até o encerramento das atividades da instituição, em meio às lutas antimanicomiais. Tudo isso começou em meados de 2008, quando a decisão foi tomada: Psicologia. Havia, desde então, um interesse profundo pela mente humana, pelo funcionamento da sociedade e pelas dinâmicas culturais. Olhando retrospectivamente, percebo que cada escolha, cada deslocamento e cada formação foram costurando um percurso coerente, ainda que não linear, guiado pela escuta, pela clínica e pelo desejo de compreender o sujeito em sua complexidade. Essa é uma parte da minha história e do meu percurso na Psicologia.